Metodologia

Um compromisso com a investigação radical, o ofício digital e a ação comunitária.

Base Teórica

O Arqueeris está fundeado na teoria queer e no pós-estruturalismo, servindo de inspiração académicos como José Esteban Muñoz, Sara Ahmed e Saidiya Hartman. Recusam a neutralidade do arquivo e teorizaram-no como um local de potencialidade, sentimento e construção crítica, que os arquivos são construídos com preconceitos inerentes. A nossa missão é trabalhar ativamente contra esses preconceitos, criando um espaço onde histórias silenciadas possam ser ditas, ouvidas e reimaginadas.

Pretende-se uma metodologia de escuta queer e arquivamento empático, com muita atenção às texturas emocionais, às lacunas e aos sussurros nos registos históricos. Ao combinar a teoria crítica com ferramentas digitais, pretendemos construir um arquivo que não seja apenas uma coleção de dados, mas uma plataforma dinâmica para contar histórias, investigar e criar artisticamente, que reflita a complexidade e a riqueza de se ser queer.

Princípios Fundamentais

Arquivamento Crítico

Desafiamos as práticas arquivísticas tradicionais, priorizando vozes marginalizadas e materiais não tradicionais. O nosso arquivo é um espaço de investigação crítica, não de armazenamento neutro.

Intervenção Digital

Aproveitando as humanidades digitais e tecnologias criativas, criamos novas formas de interagir e compreender as histórias queer. Os nossos projetos são interativos, generativos e disruptivos.

Práxis Colaborativa

O Arqueeris pretende ser um esforço coletivo e trabalhar com académicos, artistas, ativistas e membros da comunidade para co-criar conhecimento e construir um recurso partilhado para as gerações futuras.